quarta-feira, abril 29, 2009
segunda-feira, abril 27, 2009
domingo, abril 26, 2009
Jardim é 'preso' e obrigado a comemorar o 25 de Abril

Um carro blindado coberto de cravos vermelhos, quatro jipes e um 'pelotão' de 20 homens cercaram a Quinta Vigia, num simulacro levado a cabo pelo PND-Madeira . De megafone na mão, José Manuel Coelho, ex-deputado do PND, interpretava o papel de Salgueiro Maia e exigia a rendição de Jardim à democracia e à Revolução de Abril.
A 'revolução' avançou a passos largos até o momento em que o inquilino da Quinta Vigia foi 'detido' pelos 'militares' e obrigado a comemorar a Revolução dos Cravos. Mas não tardou para que a Polícia de Segurança Pública chegasse ao local e confiscasse o blindado, especialmente encomendado ao Continente para recriar o espírito da Revolução na Madeira, uma região que não comemora o '25 de Abril' há vários anos.
Mesmo sem o blindado, a coluna militar do PND continuou. Percorreu as principais avenidas e ruas da cidade do Funchal, distribuiu vermelhos e explicou à população o significado da revolução. Muitos curiosos paravam para ver e ouvir, outros emocionados recordavam "o espírito, a essência do 25 de Abril", criticando o Governo regional por não comemorar uma data tão importante como aquela. "Quando vi a coluna militar e os capitães emocionem-me. Quase que me vinham as lágrimas aos olhos, porque, ao que parece, o Governo não percebe a real importância do 25 de Abril. Pior: ainda goza com isso", disse um popular.
(Com a devida vénia ao Semanário Expresso)
sábado, abril 25, 2009
25 de Abril na Madeira e a rendição de Jardim
Quatro viaturas militares incluindo um blindado posicionaram-se à frente da porta de entrada da Quinta Vigia, sede da presidência do Governo Regional, juntamente com os respectivos «militares» (dirigentes do PND-M disfarçados) e exigiram a rendição de Alberto João Jardim à democracia e ao 25 de Abril de 1974.
De megafone na mão e interpretando Salgueiro Maia, o ex-deputado do PND-M, José Manuel Coelho, apelava ao inquilino há 31 anos da Quinta Vigia para se render «às forças democráticas» e ao 25 de Abril.
A «coluna militar» atraiu a curiosidade de muita gente sobretudo de turistas que desciam a Avenida do Infante em direcção à festa da flor, que eram surpreendidos com a oferta de cravos vermelhos, ao mesmo tempo que era entoada músicas de Zeca Afonso, em especial a «Grândola Vila Morena».
Depois de tantos apelos, Alberto João Jardim, interpretado por Eduardo Welsh, acabou por se render à «coluna militar».
«Nós quisemos de certo modo simular aquilo que se passou no dia 25 de Abril - um conjunto de forças blindadas e armadas partiram em direcção ao centro de Lisboa e cercaram o Palácio do Carmo», explicou o deputado do PND-M, Baltasar Gonçalves.
«O que nós fizemos, aqui, na Madeira, foi exactamente isso, trouxemos as nossas forças armadas, um blindado desactivado até à porta da residência oficial do homem mais poderoso da Madeira, que governa a Madeira há 35 anos, o homem que move tudo o que acontece na Região», continuou o deputado.
Baltasar Gonçalves salientou haver coisas que «aconteceram hoje que têm uma mão comprida por detrás», numa alusão à exibição de bandeiras da FLAMA - Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira, pela cidade do Funchal. «Viemos, aqui, dizer: renda-se senhor presidente, permita que haja na Madeira uma sociedade, alegre, livre, responsável e arejada», concluiu.
Baltasar Gonçalves revelou ainda que esta iniciativa resultava do facto do 25 de Abril não ser solenemente comemorado na Madeira e da recusa do presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, ter declinado um pedido do PND-M no sentido de facultar um espaço no parlamento nacional para um debate sobre a situação política na Madeira.
sexta-feira, abril 24, 2009
PND efectua manifestação de protesto pela recusa de mostrar viaturas militares
O PND anunciou que vai comemorar o 25 de Abril com uma manifestação contra a câmara do Funchal por esta não ter autorizado o partido a efectuar uma exposição com viaturas militares em frente ao parlamento madeirense.
Dirigentes do partido adiantaram à agência Lusa que pretendiam realizar naquele local uma exposição com seis viaturas militares, música alusiva ao 25 de Abril, numa iniciativa que contaria com a presença de algumas figuras que participaram na coluna de Salgueiro Maia e elementos que pertenceram à Escola Prática de Infantaria de Mafra.
Garantem que entre o material militar que pretendiam mostrar "está o primeiro blindado que desembarcou na Madeira, emprestado ao PND para a realização desta acção por coleccionadores simpatizantes da causa do 25 de Abril".
"Como a CMF não nos autoriza a fazer a exposição com a justificação de que o Largo António José de Almeida iria estar ocupado com iniciativas do programa da Festa da Flor que decorre no Funchal, decidimos fazer uma manifestação junto do edifício do município funchalense", anunciaram.
Instados a comentar o facto deste local estar igualmente ocupado com a construção do simbólico "muro da esperança", o que representa uma grande concentração de crianças que vão ali depositar uma flor, o PND considerou ser "uma boa oportunidade para explicar o 25 de Abril aos mais pequenos".
O 25 de Abril não é comemorado com sessão solene no parlamento madeirense visto que a maioria do PSD/Madeira considera que esta data deve ser celebrada na Assembleia da República.
Os sociais democratas insulares não programaram qualquer iniciativa para assinalar os 35 anos da Revolução dos Cravos.
Quanto ao PS/M realiza um jantar-comício no Madeira Tecnopolo onde espera reunir 1100 militantes e simpatizantes, contando com a presença do cabeça de lista do partido às Eleições Europeias, Vital Moreira.
O PCP/M volta a promover uma festa-comício, transformando a artéria onde está a sua sede no Funchal na "Rua de Abril".
O CDS/M promove uma sessão de esclarecimento, onde o presidente do partido, José Manuel Rodrigues, vai falar a militantes da JP sobre o 25 de Abril.
O Bloco de Esquerda efectua igualmente um jantar que conta com a presença do dirigente nacional, Fernando Rosas, e o MPT realiza um almoço com militantes.
O grupo de "Cidadãos por Machico, Terra de Abril" também promove uma iniciativa evocativa desta efeméride, com uma exposição documental "Imagens e Poemas do 25 de Abril" e uma difusão de música alusiva.
(Com a devida vénia ao Diário de Notícias)
