sábado, novembro 29, 2008

PND - Madeira: novo Savoy «é uma monstruosidade»












O Partido da Nova Democracia exigiu, ontem, durante a reunião camarária da Câmara Municipal do Funchal, explicações sobre o projecto de construção do novo Savoy. Um projecto que, no entender de Baltazar Aguiar, “é umamonstruosidade”.
As novas instalações do Savoy, a construir na Avenida do Infante, “são um monstro em forma de bacalhau”, ironizou o dirigente do Partido da Nova Democracia. Acrescentando que quando se supunha que no Funchal existiria apenas um único Funchal Centrum, por se tratar de um filme de muito má qualidade, a autarquia do Funchal decide repetir o caso com o novo projecto do Savoy.O edifício, cujo projecto conta com uma fachada de 16 andares, “vai ser encaixado num pequeno terreno” que vai ensombrar totalmente as casas de um ou dois andares da Avenida do Infante, criticou Baltazar Aguiar.Exigindo, neste sentido, que a Câmara Municipal do Funchal explicasse as contas que fez “para a permissão desta volumetria e índice de construção”, porque pelas contas do PND “nunca seria possível”, mesmo à luz do novo plano do Funchal, construir aquela “monstruosidade”. Ainda segundo este, o edifício, para além de colocar em causa a paisagem, coloca em risco a economia do Funchal, porque “este tipo de empreendimentos hoteleiros vai gerar ainda mais crise hoteleira” e “fazer concorrência desleal” com as restantes unidades.“Já sei que não vamos ganhar estas acções, porque os tribunais não vão ser suficientemente rápidos para parar esta obra”, confessou Baltazar Aguiar, afirmando, no entanto, que quando a obra começar um grupo de funchalenses, no qual se incluiu, “vai fazer tudo para que a obra não seja concluída”.


(Com a devida vénia ao Diário Cidade)

terça-feira, novembro 18, 2008

Madeira: deputado já voltou ao parlamento

Assembleia Legislativa da Madeira regressa à normalidade













O deputado único do PND-M, João Manuel Coelho, participou nos trabalhos da sessão plenária da Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) fazendo retornar à normalidade o funcionamento deste órgão de governo próprio da região, noticia a Lusa.
Recorde-se que José Manuel Coelho esteve na origem da suspensão dos trabalhos da ALM quando no dia 4 de Novembro desfraldou, na tribuna do hemiciclo, uma bandeira nazi equiparando a situação política na Madeira ao regime hitleriano.
«Vamos tomar uma atitude pacífica porque sou uma pessoa pacífica, tivemos que tomar uma atitude mais enérgica e radical para chamar a atenção do País para que visse a situação de falta de democracia que se vive nesta terra», revelou, à agência Lusa, José Manuel Coelho.
Em plenário, José Manuel Coelho referiu haver «amigos», numa referência ao líder do Grupo Parlamentar do PSD-M, Jaime Ramos, que «pensavam que o Coelhinho nunca mais se sentaria no parlamento».
Os trabalhos parlamentares iniciaram-se também com um novo vice-presidente no Grupo Parlamentar do PSD-M, Jorge Moreira, na sequência do pedido de demissão de Coito Pita (que esteve ausente do plenário) daquelas funções depois dos acontecimentos na ALM.
«Luta pela democracia»
José Manuel Coelho considerou, entretanto, que «as diatribes» do presidente do Governo Regional e líder do PSD-M, Alberto João Jardim, à sua pessoa devem-se ao facto de «lutar pela democracia na Madeira».
«O dr. Alberto João Jardim refere-se à minha pessoa porque ele está confrontado com a minha luta que é chamar a atenção do povo madeirense para um líder, tipo africano, que se quer perpetuar no poder porque a democracia na Madeira é praticamente inexistente e isto só tem paralelo com os países africanos», disse o deputado.
Num artigo de opinião publicado no Jornal da Madeira, intitulado «Ódio à Madeira», o presidente do Governo Regional comenta pela primeira vez os incidentes no parlamento regional, escrevendo que um «pobre diabo (¿) resolveu exibir uma bandeira nacional-socialista na Assembleia Legislativa da Madeira».
«Foi preciso, de uma vez por todas, restaurar a normalidade de procedimentos e acertar com os deputados as medidas a assumir no futuro, de modo a que, dadas as lacunas da Constituição e das leis da República Portuguesa, que não impedem estas bandalheiras ¿ também, mais não se lhes espera¿- se voltasse ao normal funcionamento institucional», escreve Jardim no jornal onde o Governo detém 99 por cento do capital social.
«Para que tudo fosse reorganizado calmamente, o agente foi impedido, durante um dia, de entrar no edifício do Parlamento. Tratou-se de uma situação que configurava, em absoluto, estado de necessidade», acrescentou.
A esta apreciação, o deputado José Manuel Coelho responde afirmando que «pela primeira vez, surgiu alguém que lhe fez frente, que disse que o rei ia nu».
«É claro que não gostou. Agora, barafusta, diz que as culpas são de Lisboa e diz as maiores diatribes contra a minha pessoa mas eu estou, aqui, para que haja democracia nesta terra e alternância política», contrapõe o deputado único do PND que sublinha que «a pior forma de ditadura é a ditadura encapotada, disfarçada e mascarada de democracia».

(Com a devida vénia ao IOL Portugal Diário)

domingo, novembro 16, 2008

Entrevista de Manuel Alegre à TSF – 2008/11/15















...“O Presidente da República, sem pôr em causa a legitimidade da sua preocupação, radicalizou muito a posição em relação ao artigo 114 do Estatuto dos Açores, enquanto que, por exemplo, em relação à Madeira o Presidente da República teve uma posição, para mim, incompreensível. O Presidente da República veio dizer que não tinha poderes para intervir, não, se há um poder que o Presidente da República tem, é mesmo o de intervir numa situação daquelas. Neste caso concreto (da ALM) ele menorizou.
… Eu acho que nesta situação, devia ter tomado uma posição pública … se se mantivesse aquela situação tinha que dissolver, aquilo é uma violação gravíssima da Constituição Portuguesa. Devia ter feito uma mensagem ou devia-se ter pronunciado publicamente sobre o assunto e devia ter dito que tinha havido ali uma grave violação da Constituição.”...

(Com a devida vénia à TSF (vídeo) e Diário de Notícias)

Artigo no DN de 15 de Novembro de 2008











José Manuel Coelho. Ao mostrar a bandeira nazi que queria oferecer ao líder do PSD/Madeira, o deputado do PND conseguiu um impacto maior do que aquele que já obtivera quando se apresentou na Assembleia Legislativa com um relógio de parede ao peito, para contestar o pouco tempo dado à oposição Evoca as acções de Henrique Galvão e Palma Inácio O adventista do Sétimo Dia que se tornou comunista quando cumpriu o serviço militar em Lisboa e Angola, nos anos de 1974/75, cita Os Lusíadas para dizer que o episódio do relógio de parede foi uma hipérbole e o da bandeira nazi um metáfora. O deputado do PND na Assembleia Legislativa da Madeira filiou-se no PCP em 1977 e, apesar de ter sido "posto na prateleira" e, depois, afastado (o que explica pelas críticas que fez ao seu camarada que era o presidente do Sindicato da Construção Civil na Madeira), ainda fala das "obras do partido" quando explica que gosta de ler, a par da "imprensa burguesa", os livros de Lenine ou A Mãe, de Máximo Gorki.Aos 56 anos, o operário da construção civil da freguesia de Santa Cruz que se matriculou no curso de Física da Universidade da Madeira (mas que abandonou porque "era muito complicado para quem tinha de trabalhar") tem um longo currículo de colaboração política. Pai de duas filhas, a mais velha a estudar já Economia na Universidade de Faro, a sua acção destacou-se sobretudo no PCP, onde foi candidato nas listas da APU (designação da frente eleitoral que os comunistas lideraram entre 1979 e 1985) às assembleias de Freguesia e Municipal de Santa Cruz - e disse, no discurso em que desfraldou a bandeira, que o tentaram assassinar a tiro nessa época.A seguir, grato pelo apoio que recebeu da UDP quando tentou criar uma comissão de trabalhadores na empresa que estava a fazer as obras de ampliação do aeroporto do Funchal, foi candidato por este partido (que entretanto se dissolveu no BE) à Assembleia Regional pelo círculo de Santa Cruz. Mais tarde, também apoiou o PS em "tarefas menores", como colar cartazes e distribuir propaganda.Habituado a entregar Bíblias nos seus tempos de jovem adventista e de ajudar o pai a vender os seus poemas (sobre "triangulações amorosas de jovens" ou crimes passionais) e os romances de cordel da editorial Minerva (A Gata Borralheira ou Ali Babá, "muito populares numa época em que não havia televisão"), tornou-se facilmente um grande vendedor dos jornais Avante!, Os Democratas de Gaula e Garajau.Em 1981, quando o órgão central do PCP fez 50 anos, foi um dos 20 contemplados com viagens à URSS oferecidas pelo jornal irmão Pravda. Ainda fala com admiração do Museu Ermitage nessa "cidade das mil e uma noites dos czares", que então se chamava Leninegrado e agora retomou a designação de Sampetersburgo, onde se lhe colou à memória o cemitério onde estão os três milhões de vítimas do cerco hitleriano; da ida a Kiev, então a capital da República Socialista da Ucrânia e hoje de um estado independente da Rússia; de entrar na sala onde se reunia o Conselho de Ministros da então União Soviética e, também em Moscovo, de se impressionar com as belas estações do metro e de assistir ao Lago dos Cisnes dançado no Bolchoi.Umas rupturas políticas mais tarde e era visto a distribuir Os Democratas de Gaula, publicação clandestina de crítica ao que sempre define como "o regime jardinista". Nessa altura, foi detido e fizeram uma busca à casa dos pais, onde continua a viver, "porque pensavam que eu teria ali uma tipografia clandestina" como as do Avante! nos tempos do salazarismo.Nessa altura, despertou as atenções do grupo que editava o Garajau, o mais cáustico jornal contra o Governo Regional, e foi convidado para ser o ardina daquele periódico em torno do qual, sustenta, se criou a ideia de concorrer às eleições e, aproveitando o facto de Baltazar Aguiar ser cunhado de Manuel Monteiro, aproveitar o partido do símbolo da andorinha para um grupo (onde diz haver democratas-cristãos, sociais-democratas e um comunista que é ele) se apresentar ao eleitorado. José Manuel Coelho, que tanto cita Bertold Brecht no Parlamento Regional como António Sérgio numa conversa, até costuma dizer para os seus camaradas do PND: "Vamos reunir o Comité Central." E as acções que despertam as atenções e levaram algumas pessoas a voltar a falar no "défice democrático"? "Infelizmente, a Madeira só é conhecida pelas razões mais hilariantes", associadas a Alberto João, sublinha o deputado único do PND. Logo, "era preciso uma acção espectacular para se chamar a atenção para esta ditadura encapotada". E foi o que, concebido pelo núcleo duro do PND local, fez o deputado que é um grande admirador de Henrique Galvão, responsável pelo assalto ao paquete Santa Maria, que chamou a atenção do mundo, em 1961, para a ditadura salazarista, e de Palma Inácio, que desviou, no mesmo ano, um avião da TAP e deixou cair sobre Lisboa panfletos anti-regime.

(Com a devida vénia ao Diário de Notícias)

BPN: É preciso apurar que partidos o banco beneficiou em campanhas eleitorais - Manuel Monteiro

















Santa Maria da Feira, 15 Nov (Lusa) - O presidente demissionário do Partido da Nova Democracia (PND), defendeu hoje que é preciso apurar quais são os partidos políticos beneficiados nas suas campanhas eleitorais pelo Banco Português de Negócios (BPN).

"Independentemente dos erros ou das omissões que o Governador do Banco de Portugal possa ter cometido, está tudo a atirar poeira para cima dele (Vítor Constâncio) para desviar as atenções dos partidos e dos políticos que ao longo dos anos foram financiados e beneficiados pela existência do BPN", disse Manuel Monteiro.

Falando aos jornalistas à margem do Conselho Geral do PND, em Santa Maria da Feira, onde oficializou a demissão do cargo que ocupava desde 2003, Manuel Monteiro frisou que as responsabilidades no caso do BPN não podem ser atribuídas "num único sentido".

"Temos de ter uma direita que diga o seguinte: andam à pressa a nacionalizar o banco, não é para salvaguardar os depósitos dos seus depositantes, nem tendo em vista a estabilidade no mercado financeiro, mas para que as poucas-vergonhas feitas em conluio com a classe política nacional não sejas descobertas", sublinhou.

"Andam à pressa a nacionalizar o banco para que não se ponha a nu aquilo que provavelmente muitos dirigentes partidários dos partidos que estão no paramento sabem e vieram a beneficiar", acrescentou, sem avançar com qualquer nome.

(Com a devida vénia à LUSA)

PND: Manuel Monteiro quer contribuir para a refederação da direita portuguesa
























Santa Maria da Feira, 15 Nov (Lusa) - O presidente demissionário do Partido da Nova Democracia (PND), Manuel Monteiro, garantiu hoje que caso seja eleito deputado nas legislativas de 2009 vai contribuir para a "refederação" da direita portuguesa. "Penso que a minha eleição como deputado para a Assembleia da República pelo distrito de Braga vai contribuir objectivamente para uma refederação da direita portuguesa", disse aos jornalistas no final da reunião do Conselho Geral do PND, que decorreu em Santa Maria da Feira, no norte do distrito de Aveiro. Manuel Monteiro, que hoje oficializou a sua demissão do cargo que ocupava desde 2003, sublinhou "esta refederação será o caminho em Portugal, pois não há uma alternativa forte da direita ao Partido Socialista". O presidente demissionário do PND assumirá a liderança do partido até ao congresso convocado para 31 de Janeiro e 01 de Fevereiro de 2009 - ainda em local a definir -, mas com "os olhos postos" na sua candidatura pelo distrito de Braga nas eleições legislativas do próximo ano. "A partir de hoje penso ter disponibilidade maior para dizer Braga é o meu país, a nação a que pertenço é o Minho, lutando por ser eleito deputado pelo PND", afirmou. "Eu não saio do PND, sou da Nova Democracia, apenas quero concentrar esforços em Braga, ajudando a colocar o distrito e o Minho, em geral, no mapa político", garantiu. Antigo presidente do CDS-PP, Manuel Monteiro, 46 anos, já havia anunciado dia 05 de Novembro o abandono da liderança do PND, mas só agora o fez junto dos membros do Conselho Geral da estrutura partidária. "A minha decisão não vai deixar o partido órfão, é sim uma oportunidade para o aparecimento de uma nova pessoa para a liderança, pois o PND não é só Manuel Monteiro", acrescentou.

(Com a devida vénia à LUSA)

PND: Manuel Monteiro apresenta demissão ao Conselho Geral do partido













Santa Maria da Feira, 15 Nov (Lusa) – O presidente do Partido da Nova Democracia (PND), Manuel Monteiro, apresentou hoje a demissão do cargo que ocupava desde 2003 no início da reunião do Conselho Geral do partido. A demissão só se tornará efectiva depois do congresso eleitoral, que não se prevê para antes de Janeiro do próximo ano. Manuel Monteiro abandona a presidência do PND para se dedicar em exclusivo à candidatura pelo distrito de Braga nas próximas legislativas, às quais se candidata pelo seu partido. «Tenho um objectivo político que passa pela candidatura às legislativas pelo círculo de Braga. Esse objectivo não é compatível com as obrigações normais de um líder de um partido», reafirmou o dirigente, em declarações à Agência Lusa. Antigo presidente do CDS-PP, Manuel Monteiro, 46 anos, é desde 2003 líder do PND. Manuel Monteiro já havia anunciado dia 05 de Novembro o abandono da liderança, mas só agora o fez junto dos membros do Conselho Geral da estrutura partidária que hoje estão reunidos em Santa Maria da Feira. A reunião, que determinará a data do próximo congresso, irá debater a situação económica do partido e a estratégia política para o próximo ano. O Conselho Geral ainda tomará hoje uma posição política sobre as multas aplicadas ao partido pelo Tribunal Constitucional. Nas eleições legislativas de 2005, o PND obteve cerca de 40 mil votos, representando 0,7 por cento do eleitorado.

(Com a devida vénia à LUSA)