quinta-feira, setembro 15, 2011

O deputado do PND tem sido alvo de ameaças, através de chamadas telefónicas


António Fontes confessa que "tem medo"



O deputado único do PND-Madeira à Assembleia Legislativa Regional, António Fontes, confessou hoje em conferência de imprensa que "tem medo". A razão prende-se com ameaças de que diz ter sido alvo, através de chamadas realizadas de cabines telefónicas. Foi pouco claro quanto às medidas que terá tomado a respeito, mas deixou a ideia de que se terá queixado às entidades policiais, e que haverá investigações em curso. "Não sou nenhum mártir", referiu. E até mencionou a sua mãe, de 86 anos, que não consegue compreender bem as suas acções políticas e de denúncia, e com a qual se preocupa. "Tenho que protegê-la", disse. Por isso, teme por si e por ela.

António Fontes queixou-se também da restante oposição, oito dias passados sobre o dia em que, "de forma séria, fundamentada, estudada", foi à Assembleia Regional apresentar um convite a todos os partidos da oposição, no sentido de saber se estavam disponíveis para subscrever uma queixa dirigida ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, com conhecimento à Comissão Europeia e ao Parlamento Europeu, no sentido de assegurar a realização de uma campanha eleitoral com eleições livres na Madeira. Tudo porque, conforme já denunciou, tem razões para temer a contagem apropriada dos votos, e um acto eleitoral absolutamente transparente e límpido. Mas os partidos da oposição não corresponderam. "Nenhum deles subscreveu o repto do PND".

"Temiam que uma coisa bem feita, como a que se pretendia fazer, levasse à suspensão e ao adiamento do acto eleitoral. Querem realizá-lo agora, mesmo sabendo que, porventura, e quase de certeza, vão manter-se em minoria, e nem sequer galgar a maioria absoluta, e absurda, do PSD-Madeira", queixou-se.

António Fontes, que falou aos jornalistas de jeans e t-shirt, numa crítica ao código de indumentária imposto na Assembleia, acrescentou não ter medo de processos, pois contabiliza, desde que começou a tornar-se incómodo, 28 processos que lhe foram movidos; de facto, num deles, foi condenado, mas, para si, "não se tratou de uma condenação, mas de uma condecoração, que tenho muito prazer em ter ao pescoço - servirá para manter a espinha dorsal direita e a minha consciência absolutamente tranquila".

A haver um processo que lhe seja movido pelo Governo Regional, o arguido, afirmará, não será ele, António Fontes, mas Alberto João Jardim, não como pessoa, mas como presidente do Governo Regional da Madeira.

Sobre a chapelada eleitoral nas presidenciais de 1980, rejeitou a ideia de que terá deixado prescrever todo este caso, dizendo que já tinha, anteriormente, dado indicações sobre irregularidades eleitorais na Região.

Também sobre os insultos que lhe têm sido insistentemente movidos, no sentido de lhe chamar 'drogado', algo que, queixa-se, Jaime Ramos lhe tem chamado muitas vezes na Assembleia Regional, mas que fica registado apenas como 'burburinho', considerou tais insultos um absurdo, até porque, conforme disse, quem o conhece sabe que faz exercício todos os dias.

Os insultos pioraram quando foi considerado por José Pedro Pereira, líder da JSD-M, um consumidor de drogas duras. Novos insultos de alguém a quem apenas pode referir-se como 'Mijinhas', disse, instigados, mais uma vez, por Jaime Ramos, acusou.

Fontes denunciou ainda a inércia da Assembleia Regional, no dia em que proferiu estas declarações, em conferência de imprensa, perante o vazio em que se encontrava o local: um órgão de poder legislativo que apenas o é aparentemente.

(Com a devida vénia ao Diário de Notícias - Madeira)

PND pede cursos de reciclagem para Jardim


O cabeça-de-lista do PND, Hélder Spínola, lamenta que o Governo Regional não dê a devida atenção e importância à Universidade da Madeira, acusando-o de estar de costas voltadas para a instituição que, na sua óptica, é decisiva para o desenvolvimento sustentável da Região.

Após reunião com o reitor da UMa, Hélder Spínola criticou o facto do executivo regional não desenvolver parcerias com a instituição. Daí que, comironia, recomende maior proximidade: " Seria importante que o próprio presidente do GR viesse aqui fazer alguns cursos de reciclagem pois ele não sabe fazer contas do que gastou e do que deve neste momento".

"É caricato termos governantes a definir os destinos da Região que assumem com arrogância deconhecer o montante da dívida. Estes governantes não servem e têm que ser mudados", referiu.

(Com a devida vénia ao Diário de Notícias - Madeira)

quarta-feira, setembro 14, 2011

PND também contesta Comissão de Eleições


Partido não gostou da reacção às declarações de Fontes

O PND reage às declarações da CNE, a propósito das afirmações de António Fontes, quando denunciou fraude eleitoral em 1980.

Baltazar Aguiar diz que o "PND recebeu com grande estupefacção as palavras descabidas do porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Godinho Matos, que apelidou a denúncia do deputado do PND, dr. António Fontes, de 'acto exibicionista' e de ser 'absolutamente irrelevante'"

Baltazar diz que a CNE, em vez de se preocupar com as "chapeladas constantes do dr. Jardim, tem andado entretida a censurar os tempos de antena deste partido com minudências, que vai assinalando a lápis azul, como nos tempos do dr. Salazar".

O PND afirma mesmo que a "CNE tem sido o órgão que mais tem branqueado as irregularidades dos actos eleitorais na Madeira".

Baltazr devolve as acusações de exibicionismo à CNE que, em altura de eleições na Madeira, "junta os seus membros e apanham um avião para a Madeira, onde fazem turismo em hotéis de luxo. Para disfarçar as "férias" fazem umas audiências aos partidos da região, numa espécie de teatrinho de fantoches, e depois de ultrapassada esta chatice protocolar, cumprem normalmente um ritual antigo, e em manada vão para a Quinta Vigia, beber e comer à conta do dr. Jardim, que lhes passa a mão no pelo, numa verdadeira cerimónia de domesticação colectiva."

(Com a devida vénia ao Diário de Notícias - Madeira)

Deputado do PND da Madeira denuncia fraude nas Presidenciais de 1980








terça-feira, setembro 13, 2011

Numa inauguração de AJJ, em Santana, PND marcou presença exibindo uma tarja com a inscrição: "Não faças batota eleitoral"


Sem incidentes, mas a 'dar nas vistas', elementos do PND, entre os quais Gil Canha, Eduardo Welsh e o 'cabeça de lista' Hélder Spínola, marcaram presença esta tarde numa inauguração ocorrida em Santana. Assim que Alberto João Jardim chegou, os elementos da Nova Democracia desfraldaram uma tarja com a inscrição "Não faças babtota eleitoral". Mantiveram-na exibida em público até a conclusão dos discursos da praxe, com a polícia particularmente atenta à movimentação destes elementos 'opositores'.

Aconteceu por ocasião de mais uma inauguração, oficialmente classificada de caminho agrícola, mas na prática tratou-se da pavimentação de um acesso já existente há vários anos.

(Com a devida vénia ao Diário de Notícias - Madeira)

FRAUDE DO PSD-M NAS ELEIÇÕES DE 1980

Deputado do PND, António Fontes, confessa fraude nas presidenciais de 1980



O deputado madeirense António Fontes revela numa entrevista exclusiva como foram adulterados os votos para as presidenciais e garante não ter medo de represálias: "Eles sabem que eu sei".

António Fontes, advogado, ex-militante da JSD e irmão de dois homens fortes de Jardim (Paulo Fontes e Rui Fontes, ambos ex-secretários regionais), confessa que, também na Madeira, quem ganhou as eleições foi Ramalho Eanes, mas que "os votos foram adulterados para que aparecesse Soares Carneiro a ganhar".
O actual deputado do PND admite que participou na "chapelada" e pede agora observadores internacionais para que não se repita "o que viu nas presidenciais de 1980" - uma grande "aldrabice eleitoral".

(Com a devida vénia ao Diário de Notícias)