terça-feira, julho 05, 2011

PND ignora ameaça de Jardim e estuda acção popular contra aterro



Baltasar Aguiar recorda que tribunal só não deu razão a uma acção popular

O líder do PND, Baltasar Aguiar, anunciou, esta manhã, em conferência de imprensa no Funchal, que o seu partido está a estudar a possibilidade de avançar com uma acção popular contra o projecto do aterro, uma vez que a obra vai suprimir uma praia natural pública e a própria Câmara deu parecer negativo à mesma. Esta é uma espécie de resposta à intenção de Alberto João Jardim de alterar a lei de modo a penalizar quem intentar acções populares que se vieram a revelar em tribunal injustificadas. "Mude ou não esta lei e por mais que o PSD possa fazer em matéria de legislação em termos de acção popular, nós vamos continuar enquanto cidadãos a exercer o direito à acção popular e não nos deixaremos de modo nenhum limitar por qualquer ameaça de eventuais acções indemnizatórias contra os seus autores", afirmou o dirigente do PND.

Baltasar Aguiar lembrou que de todas as acções populares que deram entrada em tribunais da Madeira apenas num caso (Funchal Centrum) não foi dada razão aos queixosos e que mesmo nessa situação o atraso provocado na obra foi de um mês. Ou seja, na sua óptica, as acções populares não são um entrave ao desenvolvimento mas sim uma garantia de legalidade nos licenciamentos de projectos e obras. O líder do PND associa a mais recente ameaça de Jardim à defesa dos interesses de alguns grupos económicos protegidos pelo poder político: "Ele sabe que o regime que existe na Madeira não é um regime político é um regime económico, assente num conjunto de pactos económicos que visam engrandecer um conjunto de grupos na Madeira. Os interesses deste regime económico, não político, nunca foram atacados com êxito pela classe política. Quem, de facto, conseguiu ferir este regime económico que está estabelecido na Madeira pelo dr. Alberto João Jardim foi um conjunto isolado de cidadãos que através do recurso aos tribunais em acções populares puseram a nú as ilegalidades dos maiores empreendimentos económicos que se fizeram na Madeira".

Por fim, Baltasar Aguiar questionou o "mandatário do dr. Alberto João Jardim no continente" - Guilherme Silva - se já apresentou a sua declaração de rendimentos junto do Tribunal Constitucional, tal como está obrigado pela lei.

(Com a devida vénia ao Diário de Notícias - Madeira)

quinta-feira, junho 23, 2011

Poseima é absorvido pelo Grupo Sousa


O porta-voz do PND, Gil Canha, garantiu ontem, em conferência de imprensa no Funchal, que "quem onera o preço final dos bens alimentares essenciais na Madeira é o Grupo Sousa e o Governo Regional através da APRAM", com os elevados custos dos transportes marítimos e das operações/taxas portuárias a anularem as ajudas comunitárias do programa Poseima.

O representante do PND constatou que o Poseima não funciona, pois, apesar dos apoios, os preços dos bens de primeira necessidade nos supermercados da Madeira são muitas vezes mais caros do que nos do continente. Contudo, garantiu que os verdadeiros motivos que explicam este fenómeno são pouco referidos por alguns partidos que focam a questão. "O CDS-PP costuma pedir comissões de inquérito sobre este programa mas curiosamente nem o CDS nem o Governo explicam que o que está a manter os produtos mais caros é precisamente o preço dos transportes marítimos. Qual é a relação do CDS com o Grupo Sousa? Porque é que quando há debates sobre empresas do Grupo Sousa porque é que normalmente o senhor José Manuel Rodrigues abandona a sala? E ao contrário do que diz o eurodeputado Nuno Teixeira [PSD], não é o Estado que amealha esse dinheiro, é também o Governo Regional, através da Administração dos Portos [APRAM], come um pedacinho desse bolo", adiantou Gil Canha.

(Com a devida vénia ao Diário de Notícias - Madeira)

sexta-feira, junho 17, 2011

Gil Canha desafia Câmara do Funchal a não forncecer água e esgotos ao projecto para o depósito de inertes



O vereador do PND-M Gil Canha desafiou hoje a Câmara do Funchal a não fornecer água e esgotos ao cais acostável que o Governo Regional decidiu construir para o depósito de inertes do temporal de 20 de fevereiro de 2010.

"A Câmara não deve fornecer nem água, nem esgotos para esta infraestrutura que o Governo Regional pretende fazer para o aterro", sustentou o vereador.

"Esta é uma obra que está preparada para a indústria de guerra do dr. Alberto João Jardim que é a construção civil, e só para os mesmos, os grandes tubarões do regime e que vão ganhar diretamente com esta infraestrutura que é uma obra de engenharia pesada", disse.

Gil Canha acusa ainda o Governo Regional de ser "autista" nesta decisão pelo que vai propor que a "Câmara tome também medidas radicais".

A autarquia funchalense defende que o depósito de inertes deve ser utilizado na ampliação, em mais 400 metros, do porto do Funchal, mas o Governo Regional decidiu fazer sobre e junto do aterro um arranjo urbanístico, uma marina e um cais acostável de 300 metros, num investimento de cerca de 60 milhões de euros.

(Com a devida vénia ao Diário de Notícias - Madeira)

VEREADOR DO PND CONDENA PLANO DE URBANIZAÇÃO DO PALHEIRO

quinta-feira, junho 09, 2011

PND não teme ameaças de Jardim



(Com a devida vénia ao Diário Cidade)

PND reclama-se verdadeira oposição



O PND pediu a presença dos jornalistas numa acção política, realizada junto à Assembleia Legislativa da Madeira, para se afirmar "a verdadeira oposição" regional.
Baltasar Aguiar disse que prova disso mesmo foi o que aconteceu na noite eleitoral do domingo, quando o PSD exibiu uns cartazes com referências ao partido e às suas figuras mais mediáticas na Madeira.

Baltasar Aguiar diz que isso é porque Jardim se sente incomodado pela acção do PND. "As pessoas deveriam tentar perceber por que é que este senhor (Jardim) está tão preocupado com o senhor Baltasar, com o senhor Gil Canha ou com o senhor Welsh". Mas é o próprio dirigente do PND que dá a resposta: "Porque nós somos a única, a mais importante oposição que existe na Madeira".

(Com a devida vénia ao Diário de Notícias - Madeira)