É a resposta de José Manuel Coelho à reacção de Alberto João Jardim aos resultados eleitorais obtidos pelo candidato madeirense, no último domingo.O candidato presidencial José Manuel Coelho, segundo mais votado na Madeira ao recolher 39,01 por cento dos votos, contra 44,01 de Cavaco Silva, diz que Alberto João Jardim «já perdeu o contacto com a realidade».
Num artigo de opinião, publicado esta terça-feira, no «Jornal da Madeira», Alberto João Jardim, líder do PSD-M e presidente do Governo Regional manifesta surpresa pelos resultados obtidos por José Manuel Coelho, mas diz tratar-se de um voto de protesto da extema-direita e da chamada «Madeira Velha».
«Nunca me passou que os resultados da criatura fossem tão longe», escreveu Jardim, acrescentando-lhe epítetos como «coelhada», «aspirina Coelho» e «voto de gozo contra o sistema através da extrema-direita».
«A bipolarização política levará a um forte confronto, desta vez já com a extrema-direita, a ¿Madeira Velha¿, o fascismo, a pontificar, independentemente dos outros rótulos partidários que indecentemente se lhe colem», acrescenta, concluindo que «o povo madeirense será chamado a dizer claramente, se quer voltar ao passado ou se me dá confiança para aguentar as dificuldades tanto quanto me for possível. O resto é conversa, espectáculo e palhaçada. Já deu!...».
Em declarações à Agência Lusa, José Manuel Coelho lembra que o PND-M «actualmente não é um partido de extema-direita mas uma plataforma, uma frente, sem ideologia definida mas assente no propósito de derrubar o jardinismo e de contribuir para uma Madeira democrática e próspera».
«Ora, o problema do dr. Jardim é que já perdeu o contacto com a realidade e falha na análise, quer amedrontar os madeirenses com o espantalho da extrema-direita e fazê-los se afastarem do nosso projecto de frente contra o jardinismo e a situação de ruína por ele criada mas já não vai a tempo», diz.
«A frente democrática continua o seu trabalho e será uma onda em Outubro nas eleições legislativas regionais», avisa José Manuel Coelho.
(Com a devida vénia ao
IOL-Diário)