terça-feira, janeiro 18, 2011

Presidenciais 2011 - José Manuel Coelho distribui batatas em sacos azuis

O candidato presidencial José Manuel Coelho esteve hoje em Gondomar a distribuir sacos de plástico azuis com batatas, numa ação que visou alertar a população local para a necessidade de Portugal ser um país "livre de corrupção".

Numa ação "simbólica", José Manuel Coelho afirmava às pessoas que o rodeavam tratarem-se de "sacos azuis de Felgueiras" para os "amigos de Gondomar", uma cidade onde "é hábito ganharem-se eleições oferecendo-se brindes".

O candidato madeirense disse não ter ido a Gondomar para ser recebido pelo autarca Valentim Loureiro, afirmando estar ali para "falar com o povo
anónimo" e "não para cumprimentar pessoas que estão comprometidas com a corrupção neste país".

"Contra os valentins loureiros deste país"


José Manuel Coelho afirmou lutar "não contra o Valentim Loureiro de Gondomar, mas contra os valentins loureiros deste país, o que ele representa", considerando-o "um artista à portuguesa".

O candidato enumerou Dias Loureiro, Oliveira e Costa, Alberto João Jardim e Jaime Ramos como outros "artistas à portuguesa" com quem Cavaco Silva, disse, "consegue enganar os portugueses".

José Manuel Coelho distribuiu sacos azuis com batatas recordando que, tal como os nomes referidos, há em Gondomar "um senhor, que teve uma história curiosa".

Em 1972, disse, esse senhor, cuja identidade nunca apontou diretamente, "estava em Luanda e era encarregado da manutenção militar".

Esse senhor, "muito conhecido de cá, dava como recebida a batata sem ela sair de Lisboa", contou.

"O nosso amigo foi agarrado e para evitar ir preso deu baixa como doente e vai como doente para o hospital militar em Lisboa. Como a candonga era feita por uma série de corruptos, chegou ao hospital e é dado como incapaz e dá baixa do Exército", descreveu.

Kennedy como exemplo


O candidato madeirense citou o antigo presidente norte-americano Jonh Kennedy para afirmar estar em campanha a lutar pelo país.

"Tenho o lema de Jonh Kennedy, não me perguntem o que é que o país me vai dar, mas aquilo que posso fazer pelo país. Um presidente vem para servir o país e não para ser servido, encher os bolsos", concluiu.

Questionado qual seria a sua primeira medida se fosse eleito Presidente da República, José Manuel Coelho respondeu: "Intervir, o que o dr. Cavaco
não tem feito. O governo anda praticamente de rédea solta e o Presidente abdicou de intervir com o seu poder moderador", frisou.

O Presidente da República, disse, "tem poder de dar mensagens à Assembleia da República, pode dirigir mensagens no sentido das leis elaboradas favorecerem o povo".

O madeirense entende que é possível um Presidente "coabitar com qualquer parlamento", mas deve, por exemplo, "vetar documentos, mandá-los para trás".

(Com a devida vénia ao Semanário Expresso)

Presidenciais - José Manuel Coelho com sacos azuis em Gondomar



(Com a devida vénia à Antena 1)


(Com a devida vénia à Lusa e ao Canal SAPO)

Presidenciais - José Manuel Coelho também esteve em Ponte de Lima e foi à feira



(Com a devida vénia à RTP)

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Campanha em Ponte de Lima - José Manuel Coelho critica comentário de Cavaco sobre reforma da mulher


O candidato presidencial José Manuel Coelho criticou hoje Cavaco Silva por se ter queixado que a mulher recebe uma reforma inferior a 800 euros, sublinhando que o actual chefe de Estado recebe “três reformas e um ordenado”.
Coelho está a concentrar a sua campanha nas criticas a Cavaco (Rui Gaudêncio)

“Enquanto ele ganha três reformas e um ordenado, a esposa ganha 800 euros e ele acha mal. E então o senhor Cavaco Silva não acha mal todos os outros portugueses que recebem reformas de miséria, muito menos dinheiro que a esposa dele?”, questionou José Manuel Coelho.

O candidato madeirense afirmou que Cavaco, além do ordenado como Presidente da República, recebe “uma reforma do Banco de Portugal, uma reforma da Universidade Nova de Lisboa e uma reforma de primeiro-ministro”.

“É uma reforma para cada bolso. Três reformas e um ordenado é um escândalo, uma vergonha para um país pobre como Portugal”, disse ainda, lembrando que há muitos portugueses que trabalharam toda a vida e recebem reformas de 200 ou 250 euros, “que nem dão para os medicamentos”.

José Manuel Coelho questionou ainda por que é que Cavaco Silva “não faz como o general Ramalho Eanes, que, depois de deixar a Presidência da República, renunciou à sua reforma de militar”.

“O mais alto magistrado da Nação, que devia dar o exemplo, é um exemplo de aproveitamento dos dinheiros públicos, tem ganhos e privilégios imerecidos”, criticou.

Coelho falava numa acção de campanha na feira de Ponte de Lima, que ficou marcada pela boa disposição e por algumas promessas de votos.

Os populares cumprimentaram-no efusivamente e apelidaram-no de “Tiririca da Madeira” e de “o novo homem sem medo”, elogiando o facto de se ser “um candidato do povo”.

“Vou votar nele porque é pelos pobres”, garantia Nazaré Araújo.

A mesma garantia foi deixada por João Rodrigues Pereira, que elogiou a contenção de despesas na campanha de Coelho.

“Vou votar no Piririca. Ao menos, não gasta muito dinheiro à custa do Governo, anda sozinho”, atirou.

(Com a devida vénia ao Público)

Candidato Presidencial José Manuel Coelho arrasa em Braga