quinta-feira, janeiro 13, 2011

O candidato presidencial José Manuel Coelho dá hoje uma entrevista às 21:00 horas na SIC Notícias


Hoje pelas 21:00 no Jornal das Nove da SIC Notícias, o Jornalista Mário Crespo entrevista o candidato Presidencial José Manuel Coelho.

Coelho ataca "pato-bravismo" que delapida património



O candidato presidencial José Manuel Coelho criticou duramente o "pato-bravismo que, com a conivência dos presidentes das câmaras, delapida a maior riqueza do país, o seu património natural".

Na acção dedicada à preservação do ambiente, realizada junto do resort turístico Quinta do Lorde, construído em área protegida do Parque Natural da Madeira e integrada na Rede Natura 2000, criticou este caso, classificando-o de "Freeport madeirense", por ter sido construído "ao arrepio do plano director municipal e das regras de protecção ambiental". É, disse, um "exemplo do pato-bravismo que impera no país e que resulta do tráfico de influências junto do poder local".

Assumindo a sua condição de operário da construção civil, Coelho comparou-se ao melhor treinador do mundo. "Eu sou um outsider do sistema, um José Mourinho da política portuguesa". "O meu discurso é sincero e eu digo o que as pessoas pensam nos seus corações", comentou.

Tolentino Nóbrega

(Com a devida vénia ao Público)

O candidato madeirense chega hoje ao continente. Ontem criticou as máquinas que levam pessoas para as campanhas.



José Manuel Coelho transfere hoje para o continente a sua campanha. Até segunda-feira, o candidato madeirense vai percorrer algumas zonas do País regressando à Madeira para a ponta final da campanha.

"Dizem que ando sempre sozinho. E é verdade! Não sou apoiado pelas máquinas dos grandes partidos que alugam camionetas para levar pessoas e restaurantes para dar comer de graça", disse ontem José Manuel Coelho numa acção política no Caniçal (Machico).

O tom crítico do candidato às multidões leva-o a citar a imagem bíblica da "multiplicação dos pães de Jesus, perante milhares de pessoas esfomeadas que vinham ouvir os ensinamentos do mestre. Nessa altura, ele fez o milagre dos pães e dos peixes", só que, no dia seguinte, "quando quis, de novo, pregar já não havia ninguém e perguntou aos discípulos por onde andava essa gente", os quais responderam-lhe: "Senhor, eles ontem comeram e beberam, portanto hoje já não querem ouvi-lo", recordou Coelho. Esta é a imagem do que "se passa com a candidatura de Cavaco Silva" composta por "arrebanhados". E "esses, eu não quero", sublinhou. "Eu sou a voz dos pobres" contra "a corrupção" e contra uma classe política que "vive à mesa do Orçamento", referiu. José Manuel Coelho quer "chamar a atenção dos portugueses" para a realidade de um país e para o papel de "sinaleiro" e de "árbitro" atribuído ao Presidente da República.

(Com a devida vénia ao Diário Notícias)

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Coelho diz que é natural ter sido mais visto do que Cavaco na RTP


José Manuel Coelho considera que Cavaco Silva produz uma "mensagem hipócrita e artificial" e um "discurso encomendado, oco e vazio"

Candidato madeirense esteve esta manhã na Quinta do Lorde para criticar os "patos bravos" e o Tribunal Administrativo

José Manuel Coelho reage com naturalidade ao facto de ter sido mais visto do que Cavaco Silva na série de entrevistas dos candidatos presidenciais, conduzida pela jornalista Judite de Sousa, na RTP 1.

"O meu discurso é sincero e eu digo o que as pessoas pensam nos seus corações", comentou o candidato madeirense à Presidência da República. Criticou Cavaco por ser assessorado por especialistas em marketing político, produzindo uma "mensagem hipócrita e artificial" e "um discurso encomendado, oco e vazio". Disse que os seus técnicos de imagem são "o povo pobre".

Coelho esteve ontem no miradouro da Quinta do Lorde, no Caniçal, em acção no terceiro dia oficial de campanha para se insurgir contra "os patos bravos" numa alusão aos promotores daquele empreendimento de luxo. "Construíram em plena Rede Natura 2000, delapidando o 'habitat' natural das aves endémicas", justificou. Criticou ainda o Tribunal Administrativo e Fiscal do Funchal que "congelou a acção popular", permitindo que a obra prosseguisse e fosse concluída.

José Manuel Coelho citou a poesia de Ary dos Santos "a razão dos pobres não se diz, conquista-se a golpes de vontade", para declarar que a sua é a candidatura das pessoas sem voz, dos que vivem à margem do progresso, dos desamparados e dos oprimidos.

"Eu não tenho dinheiro para fretar camionetas para ter gente sempre atrás de mim, nem pagar pagar almoços em restaurantes como fazem os candidatos do sistema", referiu. Isto para transmitir que a sua candidatura é a dos pobres.

(Com a devida vénia ao Diário de Notícias - Madeira)