quarta-feira, janeiro 12, 2011
terça-feira, janeiro 11, 2011
Candidato Presidencial - José Manuel Coelho, foi o segundo mais visto nas entrevistas da RTP1

Entrevistas: Nobre foi o mais visto, Coelho foi a surpresa
A entrada de José Manuel Coelho na corrida às presidenciais não beneficiou Cavaco Silva na audiência das entrevistas aos candidatos. O actual Presidente ficou com o terceiro melhor score, atrás de Fernando Nobre e do madeirense.
Fernando Nobre foi o candidato presidencial mais visto nas entrevistas da RTP1.
Nobre, o segundo a responder a Judite de Sousa, teve cerca de 908.700 espectadores, superando na televisão todos os adversários.
A principal surpresa surge logo a seguir. Em segundo lugar, José Manuel Coelho, que teve 889.400 espectadores, mas foi de todos aquele que teve melhor share (ou seja, aquele que entre todos os entrevistados conseguiu a melhor fatia dos espectadores que nesse momento viam televisão).
Assinale-se ainda o terceiro lugar de Cavaco Silva, entrevistado ontem. Houve 869.200 a ver a entrevista de Cavaco Silva (um resultado que, mesmo assim é superior a quase todos os debates em que o actual presidente participou, à excepção do último com Manuel Alegre).
Com as entrevistas encerradas é agora possível afirmar sem dúvidas que estas foram muito mais procuradas que os debates. Nos dez confrontos, o número médio de espectadores foi de 807.910, ao passo que as entrevistas tiveram, em média, 854.130 pessoas em frente ao ecrã.
(Com a devida vénia ao Semanário SOL)
Coelho acusa comunicação social de "falta de isenção"

Da Madeira, candidato diz que a sua mensagem é para todos os portugueses. E questiona seriedade de actual Presidente.
José Manuel Coelho iniciou uma espécie de "roteiro à seriedade do professor Cavaco Silva", conforme disse ao DN o director financeiro da campanha, Baltazar Aguiar, e não poupou a comunicação social. Ontem, o candidato apoiado pelo PND voltou à carga. "É muito importante os portugueses compreenderem a personalidade desse senhor, porque ele representa a sociedade podre e corrupta deste país, representa a justiça corrupta que só castiga os pequenos e não os grandes ladrões que roubam os impostos dos cidadãos", disse o candidato, numa acção de rua frente ao Jornal da Madeira, no Funchal, órgão detido maioritariamente pelo Governo Regional.
Depois de ter desenterrado "o caso da Universidade Nova e do processo disciplinar a Cavaco por faltas injustificadas", Coelho acusou alguma comunicação social de "falta de isenção", relativamente à sua candidatura.
"O quarto poder está a ser manipulado pelas candidaturas do regime, situacionistas, que têm levado este País ao descalabro e à miséria. É curioso como se comportam certas televisões. As verdades que eu digo, por exemplo, o processo disciplinar da Universidade Nova contra o professor, são cirurgicamente cortadas porque as forças ligadas a Cavaco têm medo da força das minhas palavras", disse.
Coelho reiterou que a sua mensagem é para todos os portugueses, embora "tentem passar [a imagem de] que sou um indivíduo excêntrico, um candidato em que não podem confiar porque é insignificante... mas eu sou um candidato nacional . É curioso que a RTP/Madeira, sendo eu o primeiro candidato madeirense à Presidência da República, não me tenha feito uma minientrevista", a exemplo do que aconteceu nos Açores quando se deslocou a Ponta Delgada.
Por Lília Bernardes.
(Com a devida vénia ao Diário de Notícias)

