terça-feira, novembro 02, 2010
Presidenciais: José Manuel Coelho classifica candidatos seus adversários de "cinzentões"
Funchal, 02 nov (Lusa) – O deputado do PND-M e candidato à Presidência da República, José Manuel Coelho, classificou hoje de “cinzentos” os outros cinco candidatos ao cargo de Chefe de Estado nas eleições de 23 de janeiro.
Empoleirado no carro funerário contra a corrupção, José Manuel Coelho apresentou hoje a sua candidatura à Presidente da República.
“Nesta hora solene em que Portugal enfrenta grandes dificuldades, os portugueses vão estar à altura de enfrentar mais este desafio, enquanto os outros candidatos que aparecem na corrida para Belém têm um discurso fatalista, um discurso da inércia, um discurso do conformismo, um discurso da derrota, o meu discurso é um discurso de vitória, um discurso em que se vislumbra a luz no fundo do túnel”.
Acusou Cavaco Silva de ter estado “mudo e calado enquanto os ministros do engenheiro Sócrates mentiam ao povo português, delapidavam as finanças públicas”.
“O senhor Presidente da República, o senhor professor Cavaco Silva esteve mudo e calado, nunca interveio, resumiu-se ao papel do antigo almirante Américo Tomás, que era cortar fitas e papar jantares”, declarou.
“Depois das finanças públicas estarem dilapidadas e de estarmos a atravessar a maior crise da nossa história, vem o professor Cavaco Silva chamar a atenção dos portugueses que é preciso fazer sacrifícios, que é preciso apertar o cinto mas o senhor professor Cavaco Silva não diz aos portugueses que tem quatro ordenados – três reformas e um ordenado. Está reformado do Banco de Portugal, está reformado pela Universidade Nova de Lisboa, tem a reforma de primeiro-ministro e tem o ordenado de Presidente da República”, disse.
“Com que moral esse senhor vem pedir sacrifícios aos portugueses?”, questionou.
“O senhor escritor Manuel Alegre, que já foi um grande revolucionário mas que se aburguesou, que se habituou aos tapetes vermelhos da Assembleia da República, que se habituou às benesses do poder, apresenta-se como o D. Sebastião para tentar salvar o país mas ele já deixou de ser revolucionário há muito tempo, atualmente ele vendeu-se ao poder, é o candidato do sistema”, comentou ainda.
Quanto a Fernando Nobre, Francisco Lopes, José Manuel Coelho classificou-os de “burocratas”, um de uma ONG e outro do PCP.
“A minha mensagem é uma mensagem clara. Eu, se for eleito Presidente da República, como espero, com a ajuda de todos os portugueses e das portuguesas, vou fazer da minha luta três vetores principais”, prometeu.
Esses vetores são, segundo enumerou, a luta contra a corrupção, o combate aos ordenados escandalosos dos políticos e a dignidade da justiça.
“Já estamos fartos dos velhos do Restelo, dos discursos do conformismo, dos discursos da derrota que é o discurso do senhor professor Cavaco Silva e do senhor escritor Manuel Alegre”, concluindo que “o povo português tem de ser o herói coletivo, o herói da mudança, o sujeito da história”.
José Manuel Coelho tem 58 anos de idade, é natural de Santa Cruz, pintor da construção civil é atualmente deputado pelo PND-M na Assembleia Legislativa, onde protagonizou o episódio da exibição de uma bandeira nazi como forma de protesto contra o regime de Alberto João Jardim.
Este candidato assume-se como “comunista convicto” apesar de se ter afastado do PCP e de ter sido um dos maiores vendedores do Avante em Portugal, facto que lhe mereceu uma viagem à antiga URSS.
A apresentação pública que concitou a curiosidade de muitas pessoas junto ao Mercado dos Lavradores terminou com o hino de campanha do “Coelho a Belém” : “Coelhinho lindo do meu bem-querer/vamos pôr o povo a votar em emecê (em você)/o meu pêlo está frisado/se me coço ele cai/está parece Portucale/lá no fundo e não sai/aibram as portas de Belém/que o Coelho já lá vai”.
EC.
(Com a devida vénia à Agência LUSA)
Coelho candidato contra a corrupção

Em cima de um carro funerário tranformado em palco de comício e apresentado pelo personagem 'Manuel Bexiga' - seu 'mamatário' oficial -, José Manuel Coelho iniciou, esta manhã, á porta do Mercado dos Lavradores, no Funchal, a recolha de assinaturas para concorrer às eleições presidenciais de Janeiro.
O deputado do PND conseguiu atrair a atenção demais de um acentena de madeirenses e reforçou os três vectores da sua candidatura: combate à corrupção, denúncia dos salários milionários dos políticos e combate a uma "justiça corrupta", criada pela ditadura salazarista.
Com muito humor à mistura, fez referência a várias situações de corrupção, como os casos Apito Dourado e Face Oculta e até o caso do ex-vereador Rui Marote, absolvido por um tribunal do Funchal, mas que Coelho acusou de ser "um ladrão" e de ter beneficiado de uma "justiça corrupta".
Os outros candidatos também não foram esquecidos. Cavaco Silva foi acusado de nada fazer enquanto o Governo de José Sócrates "enganava o Povo" e de beneficiar de três reformas e um salário de Presidente da República. Manuel Alegre, a quem reconheceu um passado de luta anti-fascista, foi criticado por se ter "acomodado aos tapetes vermelhos de São Bento". Os outros são "cinzentos" e sem expressão.
Coelho falou com os populares que se juntaram ao mini-comício, tirou fotografias e recebeu, de imediato, algumas dezenas de assinaturas. Terá de reunir um mínimo de 7.500 para formalizar a candidatura.
O deputado do PND garante que a campanha será feita "de Viana do Castelo a Faro", sem esquecer os Açores e a emigração.
(Com a devida vénia ao Diário de Notícias - Madeira)
segunda-feira, novembro 01, 2010
Coelho é candidato a Presidente da República

Cavaco Silva vai ter mais um adversário pela frente nas eleições presidenciais agendadas para 23 de Janeiro do próximo ano. José Manuel Coelho, actual deputado do PND na Assembleia Legislativa da Madeira, vai apresentar a sua candidatura ao cargo em cerimónia a realizar esta semana no Funchal.
Ao que pudemos apurar, José Manuel Coelho assume-se como um candidato apartidário e anti-sistema e o seu programa eleitoral vai assentar em três vectores. Em primeiro lugar, o combate e denúncia da corrupção. "Sem um combate eficaz à corrupção, não há medidas de austeridade que resistam e que salvem o país", assegura. A segunda 'bandeira' é a eliminação das regalias e privilégios da classe política portuguesa: "Quero denunciar e corrigir os salários dos 'boys' políticos, pois os dois grandes partidos do bloco central - PSD e PS - vão-se alternando no poder e distribuindo entre si esses cargos com remunerações imorais". O terceiro vector é a moralização dos tribunais e do sistema de justiça. "A justiça portuguesa, em vez de defender o interesse do país, está ao serviço das máfias que roubam o povo português. É por isso que no continente todas as grandes investigações em casos de corrupção acabaram em arquivamento. Aliás, se fosse num país do norte da Europa, o nosso primeiro-ministro já tinha sido afastado", esclarece.
O processo de candidatura é para concretizar e está mesmo numa fase avançada. José Manuel Coelho pretende "percorrer Portugal de Viana do Castelo a Faro, porque esta é uma candidatura nacional, não é só madeirense". Já há manifesto, lema, hino e vídeo oficiais. A fórmula a ser utilizada é pouco convencional mas semelhante à que garantiu, em 2007, a eleição do primeiro deputado do PND no parlamento madeirense - tudo com recurso ao humor mas com mensagem séria pelo meio.
Também já há uma logística preparada para apoiar o projecto presidencial de Coelho. A recolha das 7.500 assinaturas necessárias para formalizar a candidatura também está em curso, sendo que a comissão de apoio a José Manuel Coelho vai recorrer às redes sociais na Internet. Os proponentes podem descarregar o formulário da Internet, enviam-no por correio e em troca recebem um brinde (um CD com o hino ou video da campanha).
Bilhete de identidade
José Manuel da Mata Coelho tem 58 anos, é casado e tem duas filhas. É natural e residente na freguesia de Santa Cruz. Pintor da construção civil, tem o 12.º ano de escolaridade e chegou a frequentar a licenciatura em Física. Nas eleições de 2007 era o 3.º da lista do PND mas, até agora, tem sido quem mais tempo tem ocupado o cargo de deputado conquistado por aquela força. Tem protagonizado discursos e actos polémicos no parlamento regional, como quando exibiu uma bandeira nazi cujo regime comparou àquele que o PSD impõe na Madeira. No dia seguinte ao desse episódio, foi impedido de entrar na Assembleia para a qual fora eleito, num caso único na democracia portuguesa. Assume-se como comunista e militou no PCP. Chegou a ir à União Soviética em 1981. Mas a sua rebeldia e independência de pensamento e actuação valeu-lhe o afastamento.
O que diz dos outros
Na óptica do candidato madeirense, os outros cinco políticos que se apresentam nesta corrida ao Palácio de Belém "não têm nada a dizer ao país, não têm chama e não entusiasmam o povo português".
Cavaco Silva - "tem sido um Presidente do tipo corta-fitas e papa jantares como o foi o almirante Américo Tomás. Ele não intervém na vida pública do país. A gente vê o descalabro financeiro do país e não vemos ele ter uma política pró-activa, mas apenas um neutralismo colaborante. E isso não admira, porque ele foi o pai do défice, pois durante os dez anos em que foi primeiro-ministro começou o despesismo e o descalabro das contas públicas".
Manuel Alegre - "é outro candidato cinzento, pois enquanto andavam os camaradas dele a roubar o país, com despesas faraónicas, o dr. Manuel Alegre andava a fazer versos".
(Com a devida vénia ao Diário de Notícias - Madeira)
Presidenciais: "Basta de pastéis, Coelho a Belém" é tema da campanha de José Manuel Coelho

Funchal, 01 nov (Lusa) -- "Basta de pastéis, Coelho a Belém" é o slogan de campanha do deputado do PND-M na Assembleia Legislativa, José Manuel Coelho, à Presidência da República que será lançada terça feira no Funchal.
"A minha candidatura à Presidência da República é apresentada amanhã (terça feira) e terá como slogan 'Basta de pastéis, Coelho a Belém' porque o povo já está farto dos "pastéis" que lhe têm indisposto a vida, dos cinzentões e situacionistas", disse, à Agência Lusa, José Manuel Coelho.
A apresentação da candidatura acontecerá na tarde de terça feira mas o local ainda não está definido e dependerá do desfecho das negociações em curso para a sede de campanha: "vamos decidir hoje se num espaço concebido para o efeito ou se na praça pública".
(Com a devida vénia ao Semanário Expresso e à Agência LUSA)
José Manuel Coelho apresenta candidatura a Belém

O polémico deputado do PND volta a surpreender e anuncia a sua candidatura anti-sistema esta semana. Saiba tudo na edição em papel do DIÁRIO de Notícias da Madeira desta segunda-feira, dia 1 de Novembro.
(Com a devida vénia ao Diário de Notícias - Madeira)

