quinta-feira, outubro 07, 2010

Coelho promete medidas radicais se Jardim faltar ao debate do orçamento


Deputado do PND promete fazer tudo para garantir que o presidente do GR esteja presente nos debates

José Manuel Coelho acaba de prometer medidas e acções radicais e duras, para garantir que o presidente do Governo Regional esteja presente na ALM, durante toda a discussão do próximo orçamento regional.

O deputado do PND afirmou que não irá admitir que Jardim venha à Assembleia, apenas, no último dia dos debates "para insultar e gozar de todos".

Coelho dirigiu-se Miguel Mendoça, que acusou de estar a transformar a ALM num "parlamneto do PSD", afirmando que não valerá a pena acusá-lo de estar a impedir o funcionamento do plenário, porque vai avançar com acções radicais.

(Com a devida vénia ao Diário de Notícias - Madeira)

AJJ VAI A CASAMENTO DE FAMILIAR COM DINHEIRO DOS MADEIRENSES

quarta-feira, outubro 06, 2010

PND acusa Jardim de usar viagens oficiais para tratar de assuntos particulares

José Manuel Coelho critica atitudes de "príncipe das Arábias"

O deputado do PND, José Manuel Coelho, censurou esta tarde a mais recente deslocação ao exterior do presidente do Governo Regional, a quem acusa de ter ido à Escócia e, "no regresso, aproveitando a viagem institucional paga com o dinheiro de todos os madeirenses, aproveitou para ir a um casamento de um figurão do regime". O parlamentar lembrou o valor da viagem (10 mil euros) e lamentou que Alberto João Jardim se comporte como um "príncipe das Arábias", quando há "milhares de madeirenses passam sérias dificuldades para sobreviver, com falta de emprego e salários baixos". Por outro lado, citou um relatório do Tribunal de Contas que revela que em 2008 Jardim gastou 500 mil euros em viagens ao estrangeiro. "Muitas dessas viagens não são para tratar de assuntos da Região mas de assuntos particulares e negócios que o sr. presidente do Governo tem por essa Europa fora e no Brasil", declarou Coelho. Em jeito de remate e numa nota de ironia, apelou aos madeirenses para que votem no PSD, "para o sr. presidente do Governo continuar a gastar perdulariamente enormíssimas somas de dinheiro para a sua vida pessoal, para o seu bem estar, para passear, para gozar com o nosso dinheiro".

(Com a devida vénia ao Diário de Notícias)

NA RAM NÃO HÁ SEPARAÇÃO ENTRE O ESTADO E A IGREJA CATÓLICA

terça-feira, outubro 05, 2010

PND acusa Bispo do Funchal de "desonestidade" no caso JM


Welsh diz que na Madeira não há separação entre o Estado e a Igreja

Foi junto à Sé que o Partido da Nova Democracia deu, esta manhã, uma conferência de imprensa em que assinalou o Centenário da República e aproveitou para afirmar que, na Região, não se cumpriu um dos objectivos do 5 de Outubro de 1910: a separação entre o Estado e a Igreja Católica.

Eduardo Welsh acusou o Bispo do Funchal de ser "algo desonesto ao afirmar que desconhece o relatória da ERC sobre o Jornal da Madeira", sobretudo porque o PND tem mantido correspondência com o Paço Episcopal sobre esta matéria. O bispo, segundo o dirigente o Partido da Nova Democracia tem respondido através do seu advogado. "Quando um homem de Deus não responde directamente, está tudo dito", conclui.

Welsh desafia D. António Carrilho a assumir que "quer que o Jornal da Madeira continue como está, como um órgão onde o PSD, o Governo Regional, o dr. Alberto João e os seus amigos têm total liberdade para escrever e insultar, tudo e todos, com a bênção da Igreja".

(Com a devida vénia ao Diário de Notícias - Madeira)

domingo, outubro 03, 2010

Artigo do Dr. Manuel Monteiro - a propósito do anúncio das recentes medidas de austeridade


A austeridade do exemplo e os alfinetes...

NOTA PRÉVIA
Cada um, à sua maneira e no seu tempo, disse o que ia acontecer. Uns desde ontem, outros há vários anos. Todos acertaram, até aqueles que aplaudiam os caminhos de Portugal quando tudo eram rosas pintadas de milhões da CEE, que diariamente entravam pelas nossas fronteiras ainda que à custa da destruição da economia, ainda que com a entrada no euro a um custo superior à nossa realidade económica, ainda que tudo isso tenha contribuído para dar milhões a alguns e a penúria a muitos.
Não me espantará até se amanhã vierem pedir a redefinição das políticas da OMC (Organização Mundial do Comércio), num coro tardio de críticas à mais que desleal concorrência de países asiáticos, que semana a semana nos empurram para a pastorícia dos nossos antepassados. Mas adiante. De que vale ter razão antes de tempo, se a vista dos que mandam e votam é mais curta do que a razoabilidade exigiria? Não vale de nada, porque a ignorância não é apenas aliada da incompetência é a grande cúmplice da fraude e do erro.

O Presente austero e a importância do exemplo
1. Sempre que alguém sugere determinados cortes nas despesas do Estado eis que surgem vozes eloquentes falando de alfinetes...Dizem que esses eventuais cortes são "inofensivos" e ineficazes na contabilidade final. ENGANAM-SE. O exemplo também conta e quando os de baixo, e os do meio, vêem os de cima sem alterarem os seus padrões e comportamentos a revolta e a desconfiança surgem inevitáveis.

Falta o EXEMPLO, a ÉTICA do comportamento, a SOBRIEDADE da atitude, para podermos acreditar no que nos dizem e fazer o que nos pedem.

Há medidas que têm de ser exigidas, em nome desse exemplo, em nome da ética, em nome da sobriedade.E que têm de ser exigidas no próximo OE.

1ª - Os subsídios mensais aos partidos (provindos dos impostos) deveriam reduzir para metade (partidos e grupos parlamentares a nível nacional e a nível regional);

2ª - Como medida política, indexada ao OE e para vigorar no futuro próximo, deve exigir-se a redução em 35% da classe política. Deputados, Ministros e Secretários de Estado, Assessores e Adjuntos (deve existir um tecto máximo de membros dos gabinetes), membros das Assembleias Municipais, Vereadores, Juntas de Freguesia;

3ª - Extinção imediata de Institutos Públicos (ou fusão quando a extinção for desajustada para o interesse público);

4ª - Indicação das rubricas a que se destinam as transferências do Estado para as Câmaras Municipais. Estamos a falar dos impostos dos portugueses que não podem, em nome da autonomia local, continuar a ser desperdiçados em Empresas Municipais e em gastos sumptuários de muitas vereações (pavilhões desportivos sem utilidade, campos de futebol, subsídios directos e indirectos a clubes...);

5ª - Igual medida em relação às Regiões Autónomas. A autonomia tem um preço, mas esse preço não tem de ser suportado pelos portugueses para manter benesses sem fim de uma classe que ao longo dos anos engordou à custa do emagrecimento colectivo;

6ª - Corte em 20% dos salários e ajudas de custo dos Administradores das Empresas Públicas e de todas as Instituições ligadas ao Estado (Hospitais, Entidades Reguladoras, Caixa Geral de Depósitos, Transportes...);

7ª - Exigência de igual corte por parte do accionista Estado (directa ou indirectamente), em relação às empresas em que participa. Exemplo da EDP. Não é admissível e choca a mais elementar sensatez que os Presidentes de certas companhias portuguesas ganhem mais do que ganham os Presidentes de companhias congéneres europeias;

8ª - Suspensão imediata das funções em Empresas ou organismos públicos, em lugares de administração ou assessoria, por parte de pessoas que estão reformadas pelo Estado;

9ª - Corte das avenças com escritórios de advogados (estamos a falar de milhões de euros), por parte das Empresas e Organismos Públicos que têm gabinetes jurídicos.

Eis o que o cidadão comum, da direita ou da esquerda, espera e exige. EXEMPLO, ÉTICA, SOBRIEDADE. E depois espera CREDIBILIDADE para avançar no sentido certo. E este Governo não a tem. Quem continua a acreditar e a dar crédito a um Governo desta índole ou é tonto ou simplesmente tem interesses ocultos.

Fazer sacrifícios implica acreditar naqueles que os pedem. E ninguém pode exigir o que quer que seja a nenhum português e a nenhum líder político da oposição, quando não se acredita.

Podemos dar as chaves de nossa casa a quem a assaltou? Este governo não merece continuar em funções e não pode continuar a ter o beneficio da dúvida.

(Com a devida vénia ao Blogue A Revolta - Um direito e um dever)