quinta-feira, julho 01, 2010

Deputado do PND (José Manuel Coelho) impedido de discursar no Dia da Regiao












Deputado Coelho insiste em falar
O parlamentar está rodeado de seguranças junto ao palanque
José Manuel Coelho está com um conjunto de folhas onde vai anotando apontamentos

O polémico deputado do Partido da Nova Democracia está a provocar algum burburinho na sala onde decorre a sessão solene do Dia da Região, na Serra de Água. Por mais do que uma vez, José Manuel Coelho pediu a palavra para uma intervenção que lhe é recusada pela Mesa, de acordo com o regimento especial seguido nos últimos anos para as cerimónias alusivas ao Dia da Região, tal como faz a Região Autónoma dos Açores.
Neste momento, Coelho permanece ao lado do palanque onde discursa José Miguel Mendonça e onde antes falou o orador convidado, o professor universitário António Marques Bessa.
Recorde-se que todos os partidos da oposição gostariam de falar nesta sessão, mas não o fazem há vários anos. Nas últimas sessões apenas o PP e depois o MPT marcavam presença silenciosa na sessão, mas sempre o fizeram sob protesto e prestavam declarações nesse sentido no final da sessão. PS, PP e BE têm optado por faltar à sessão, mas este ano, com a mudança de estratégia do PS, a situação é diferente já que os socialistas, agora com o líder eleito vice-presidente da Assembleia Legislativa da Madeira sentiram-se na obrigação de se demarcar da oposição mais radical e participam na sessão. De fora ficaram apenas os comunistas e os bloquistas.
Entretanto, Coelho continua à espera de falar o que obrigou a um ligeiro dispositivo de segurança à sua volta composto por dois funcionário da Assembleia e um segurança.
Advinha-se alguns momentos conturbados até ao final desta sessão.

(Com a devida vénia ao Diário de Notícias - Madeira)

domingo, junho 27, 2010

José Manuel Coelho critica Paulo Portas e Jardim















Deputado considera ter havido cedência aos interesses norte-americanos na construção do radar no Pico do Areeiro

O deputado único do PND na Madeira, José Manuel Coelho, acusou hoje Alberto João Jardim e Paulo Portas de cederem aos interesses dos norte americanos ao permitirem a construção do radar no Pico do Areeiro, nas montanhas da Madeira.
José Manuel Coelho falava numa acção política no Pico do Areeiro, onde está a ser construído o radar "negociado por Paulo Portas [actual líder do CDS/PP] enquanto era Ministro da Defesa, numa instalação militar que está a surgir com a bênção de Alberto João Jardim [presidente do governo regional da Madeira] que cedeu aos interesses da Nato, dos norte americanos".
"Alberto João Jardim enche a boca com conversas autonómicas defendendo a Madeira em primeiro lugar, à frente do PSD e de tudo, mas na prática faz o contrário", disse.
O deputado acusou o presidente do governo regional de ter "entregado aos norte americanos, aos interesses dos Estados Unidos, o Pico do Areeiro, uma zona nas montanhas onde se consegue ver o mar a toda a volta da ilha, um dos pontos emblemáticos do ponto de vista turístico e ambiental".
Afirmou que "Paulo Portas, para receber uma medalha da Nato, entregou aquela zona, uma das mais bonitas da ilha que é a catedral do turismo e uma paisagem única no mundo, à superpotência mundial que vai criar condições para melhor atacar outros povos".
"É tempo dos madeirenses abrirem os olhos e perguntarem porque é que o CDS/PP-Madeira não disse nada sobre este assunto", mencionou.
De acordo com o deputado, os madeirenses desapontados com o PSD, que optam por votar no CDS, permitindo que este partido tenham vindo a crescer na região, tendo obtido 17 votos nas últimas eleições, devem reflectir sobre a posição dos populares que "não defendem os interesses da região mas de estrangeiros".

(Com a devida vénia ao Diário de Notícias - Madeira)

sábado, junho 26, 2010

Post do Dr. Manuel Monteiro (Antigo Presidente do PND) sobre a Imunidade dos Titulares de Cargos Políticos


















As IMUNIDADES dos Titulares de Cargos Políticos

É perfeitamente normal que quem exerce um cargo de representação política, não seja sujeito a processos judiciais por votos e opiniões que emite no desempenho da sua função. O princípio tem justificação e remonta aos tempos em que era necessário defender, até proteger, os representantes do povo perante o soberano.

Acontece que o princípio foi totalmente desvirtuado e que o seu território foi escandalosamente alargado. Ele não deveria, por exemplo, poder ser evocado quando estão em causa questões de honra de terceiros. Imaginemos que um deputado insulta, acusa, injuria, no Parlamento, um cidadão, político ou não político, e que vem evocar tê-lo feito no exercício do seu mandato. É legítimo? Não é legítimo, porque se o fosse estaríamos a desvirtuar um princípio e através da sua manutenção a invadir, até a violar, a esfera de direitos individuais, como seja o direito ao bom nome, de qualquer cidadão. Isto deve aplicar-se a deputados, governantes, conselheiros de Estado ou outros.

Todavia, e perante o silêncio unânime, (espanta-me que os jornalistas não façam um trabalho sobre o assunto) há imensos deputados que se abrigam na imunidade parlamentar para não responderem a processos que lhes foram movidos, em resultado de actividades que nenhuma ligação tinham com o cargo agora ocupado. Estamos perante deputados covardes, mas cuja covardia é patrocinada, protegida, alimentada, por um sistema doente que em vez de limpar a ferida a espalha para que a contaminação colectiva impeça a verdade de ser apurada e a justiça de funcionar.

Por isso quando leio que há quem queira aumentar o quadro de imunidades a políticos, só posso considerar tratar-se de uma não notícia ou de um erro de interpretação do jornalista que a escreveu. Por muita bondade teórica que esteja subjacente a tal ideia, ela demonstra desconhecimento, desconhecimento real do mundo político português.

(com a devida vénia ao Blog A REVOLTA)