segunda-feira, junho 28, 2010
domingo, junho 27, 2010
José Manuel Coelho critica Paulo Portas e Jardim

Deputado considera ter havido cedência aos interesses norte-americanos na construção do radar no Pico do Areeiro
O deputado único do PND na Madeira, José Manuel Coelho, acusou hoje Alberto João Jardim e Paulo Portas de cederem aos interesses dos norte americanos ao permitirem a construção do radar no Pico do Areeiro, nas montanhas da Madeira.
José Manuel Coelho falava numa acção política no Pico do Areeiro, onde está a ser construído o radar "negociado por Paulo Portas [actual líder do CDS/PP] enquanto era Ministro da Defesa, numa instalação militar que está a surgir com a bênção de Alberto João Jardim [presidente do governo regional da Madeira] que cedeu aos interesses da Nato, dos norte americanos".
"Alberto João Jardim enche a boca com conversas autonómicas defendendo a Madeira em primeiro lugar, à frente do PSD e de tudo, mas na prática faz o contrário", disse.
O deputado acusou o presidente do governo regional de ter "entregado aos norte americanos, aos interesses dos Estados Unidos, o Pico do Areeiro, uma zona nas montanhas onde se consegue ver o mar a toda a volta da ilha, um dos pontos emblemáticos do ponto de vista turístico e ambiental".
Afirmou que "Paulo Portas, para receber uma medalha da Nato, entregou aquela zona, uma das mais bonitas da ilha que é a catedral do turismo e uma paisagem única no mundo, à superpotência mundial que vai criar condições para melhor atacar outros povos".
"É tempo dos madeirenses abrirem os olhos e perguntarem porque é que o CDS/PP-Madeira não disse nada sobre este assunto", mencionou.
De acordo com o deputado, os madeirenses desapontados com o PSD, que optam por votar no CDS, permitindo que este partido tenham vindo a crescer na região, tendo obtido 17 votos nas últimas eleições, devem reflectir sobre a posição dos populares que "não defendem os interesses da região mas de estrangeiros".
(Com a devida vénia ao Diário de Notícias - Madeira)
sábado, junho 26, 2010
Post do Dr. Manuel Monteiro (Antigo Presidente do PND) sobre a Imunidade dos Titulares de Cargos Políticos

As IMUNIDADES dos Titulares de Cargos Políticos
É perfeitamente normal que quem exerce um cargo de representação política, não seja sujeito a processos judiciais por votos e opiniões que emite no desempenho da sua função. O princípio tem justificação e remonta aos tempos em que era necessário defender, até proteger, os representantes do povo perante o soberano.
Acontece que o princípio foi totalmente desvirtuado e que o seu território foi escandalosamente alargado. Ele não deveria, por exemplo, poder ser evocado quando estão em causa questões de honra de terceiros. Imaginemos que um deputado insulta, acusa, injuria, no Parlamento, um cidadão, político ou não político, e que vem evocar tê-lo feito no exercício do seu mandato. É legítimo? Não é legítimo, porque se o fosse estaríamos a desvirtuar um princípio e através da sua manutenção a invadir, até a violar, a esfera de direitos individuais, como seja o direito ao bom nome, de qualquer cidadão. Isto deve aplicar-se a deputados, governantes, conselheiros de Estado ou outros.
Todavia, e perante o silêncio unânime, (espanta-me que os jornalistas não façam um trabalho sobre o assunto) há imensos deputados que se abrigam na imunidade parlamentar para não responderem a processos que lhes foram movidos, em resultado de actividades que nenhuma ligação tinham com o cargo agora ocupado. Estamos perante deputados covardes, mas cuja covardia é patrocinada, protegida, alimentada, por um sistema doente que em vez de limpar a ferida a espalha para que a contaminação colectiva impeça a verdade de ser apurada e a justiça de funcionar.
Por isso quando leio que há quem queira aumentar o quadro de imunidades a políticos, só posso considerar tratar-se de uma não notícia ou de um erro de interpretação do jornalista que a escreveu. Por muita bondade teórica que esteja subjacente a tal ideia, ela demonstra desconhecimento, desconhecimento real do mundo político português.
(com a devida vénia ao Blog A REVOLTA)
