domingo, março 14, 2010

PND do lado de Victor Freitas no caso do Parlamento Regional

Baltazar Aguiar apelou, ontem à, bancada socialista na Assembleia Legislativa da Madeira para que não se comporte como "meros funcionários" e assuma a defesa do ex-deputado Victor Freitas.Numa acção promovida durante a amanhã de ontem, o deputado do Partido da Nova Democracia (PND) considerou injusta a posição do Parlamento Regional. Recorde-se que a Mesa da Assembleia deliberou o não regresso de Victor Freitas às funções de deputado, por entender não haver lugar à alteração sugerida pelo Partido Socialista da Madeira. Os socialistas pediam que Victor Freitas substituísse Bernardo Trindade, que é actualmente secretário de Estado do Turismo.

(Com a devida vénia ao Diário de Notícias - Madeira)

quinta-feira, março 11, 2010

Post escrito pelo Dr. Manuel Monteiro a propósito da tragédia ocorrida na Madeira a 20 de Fev de 2010

O REALISMO DA TRAGÉDIA MADEIRENSE
Quando há uma tragédia em quem pensamos? Primeiro nos familiares, depois nos amigos, depois nos vizinhos e nos conhecidos. Foi assim no passado é assim no presente e será assim no futuro. Nestes momentos a imediata preocupação dos cidadãos é salvar, ajudar, reconstruir, recomeçar. Não há espaço para mais nada. Indefesas, inseguras, intranquilas, incrédulas, as pessoas ficam alheias e distantes de discursos, de declarações, de polémicas. É ainda nestes momentos que as ondas de solidariedade se erguem e que os adversários fazem tréguas. Dir – se – ia que o egoísmo desaparece e que o mundo de concórdia e de inter – ajuda surge. A política e o seu combate ficam para segundo plano, sendo quase um crime falar ou erguer a voz sobre questões que não digam exclusivamente respeito ao salvamento de pessoas e bens, à reconstrução de casas, de empresas e de infra – estruturas. Mas na verdade há quem conhecendo este estado de espírito proceda com aparente parcimónia, e muita inteligência, em sentido contrário. Quem diz não haver lugar nestes momentos para fazer política está simplesmente a fazê – la. A inibição que pretende criar nos seus adversários é apenas o salvo-conduto para poder estar tranquilo, e só, no campo político. Assistimos a isto mesmo na Madeira, não deixando aliás de ser curioso que Alberto João Jardim atacando os que agora “fazem política”, anuncie ao mesmo tempo ter – se aberto um novo ciclo político para a Região. Percebe – se a sua “jogada”. Por ironia do destino a catástrofe foi o melhor que lhe podia ter sucedido. Estava sem dinheiro, desesperado, sem saber como contentar a clientela, isolado politicamente e ainda sem soluções para o futuro. Os seus problemas desapareceram. Vai receber o que nunca pensou agora ter e vai querer surgir como o “marquês de pombal madeirense”. Não é por acaso que fala de um “novo ciclo político”. Para trás ficarão as centenas de casas clandestinas que permitiu e patrocinou, muitas das quais agora caíram; para trás ficarão as obras que deixou fazer em nome dos votos, em espaços onde nunca deveriam ter sido construídas; para trás ficarão os atentados urbanísticos que cultivou colocando em causa a segurança dos solos; para trás ficará a desflorestação feita sem critério e que agora deixou as águas ainda mais livres para seguirem o seu curso. Para trás ficam, apagadas pela lama, as acções e omissões de um dirigente incapaz, impreparado e incompetente. É uma triste realidade aquela que pode transformar o futuro da Madeira, num desastroso regresso ao passado.

(Com a devida vénia ao Blog A Revolta - um direito e um dever)

Coelho chama "tasqueiro" a Miguel Mendonça















No regresso ao plenário, depois do intervalo, o deputado do PND fez uma interpelação para protestar pelo comportamento da Mesa na troca de 'bocas' que manteve com Jaime Lucas (PSD) (textos anteriores).Coelho acusou o deputado do PSD de o ter ameaçado com "agressões físicas" e lamentou que o presidente da ALM se tivesse "comportado como um tasqueiro" e mandado resolver o propblema no corredor.Miguel Mendonça reagiu. O Presidente da ALM lembrou que é "católico praticante" e, com ironia, agradeceu ao deputado do PND por, com os sucessivos episódios que provoca, contribuir para a sua "santificação". Jaime Lucas pediu a palavra para esclarecer que não tinha insultado José Manuel Coelho e responder a acusações anteriores. Coelho tinha acusado Lucas de estar no parlamento "para não ser preso". O deputado do PSD garantiu que no único processo que foi apresentado contra si, pediu o levantamento da imunidade parlamentar. O deputado recordou que, contra José Manuel Coelho, "deve haver mais de uma dúzia de processos". O debate prossegue, ainda, com a discussão do primeiro ponto da agenda, a criação de cantinas sociais, apresentado pelo BE.

(Com a devida vénia ao Diário de Notícias - Madeira)